quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Os Efeitos do calor nos alimentos.



Os alimentos sofrem grandes alterações físico-químicas quando recebe calor, alterando a textura, cor, aparência, aroma e sabor.

Efeitos do calor nas proteínas.
São desnaturadas normalmente entre 70°C e 85°C deixando de ser incolor e viscosa, passando a ser coagulada (cozida). Esse processo é irreversível. Suas estruturas passam do estado fluido para o estado sólido. Perdem água com a cocção tornando-se elásticas e firmes.

Efeitos do calor nos carboidratos.
O carboidrato que for amido sofre com o aquecimento e a cocção o processo de gelatinização que ocorre na faixa de temperatura de 65°C a 100°C. Amidos são insolúveis em água fria, mas quando esquenta e atinge a temperatura de solubilização do amido, estas absorvem as moléculas de h2o, inchando, aglutinando e tornando-se viscosos e transparentes. Nos carboidratos, os açucares sofrem um processo de caramelização quando submetidos a altas temperaturas. Sacarose em 170°C e os outros açucares em temperaturas mais baixas.

Efeitos do calor nos lipídios (gordura).
O calor altera sua estrutura física liquefazendo facilmente com o aumento da temperatura. Em temperatura ambiente geralmente são sólidas. É um processo reversível uma vez que quando perde calor volta a se solidificar. Quando liquefaz, as gorduras atingem temperaturas mais altas que a água.

Efeitos do calor na água.
A água está presente em todos os alimentos, e quando aumenta a temperatura da água suas moléculas evaporam deixando os alimentos mais desidratados. O ponto de ebulição é de 100°C ao nível do mar, quando vaporiza desidrata.

Observações:
Em ovos e alguns vegetais, a água representa quase toda a totalidade da massa do alimento.
A carne crua tem 75% de água em sua composição.
O feijão tem 12% de umidade.
O processo de parboilização corresponde a hidratar o arroz com casca e depois secar. Isso impede que o arroz empape no cozimento.

Cocção de feijão em panela de pressão:
Dentro de uma panela de pressão, 1 minuto corresponde a 10 minutos de cozimento em uma panela convencional. O feijão deve ser colocado em água fria, água quente somente se for o caso de não querer caldo. Quando colocamos o cereal em água quente, á água sela o cereal por fora impedindo que os nutrientes e o amido saiam para o ambiente aquoso. Por isso colocamos água quente na panela de arroz para ele ficar mais soltinho.  No caso do feijão é necessário usar a água fria para que os grãos façam o caldo quando cozidos.

É possível deixar a panela tampada fora da chama, após os primeiros dez minutos do inicio do acionamento da válvula de pressão. A pressão e o calor se manterão dentro da panela e irá esfriar aos poucos continuando o cozimento mesmo sem a chama. Isso permite a economia do consumo de gás. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Que Você Precisa Saber Antes de Acender o Fogão.

Cocção e Técnicas de Cocção.

 Há aproximadamente 1,8 de anos, os antecessores do Homo sapiens, o Homo erectus, dominaram o fogo e o cozimento permitindo que tivéssemos acesso tanto a nutrientes quanto a hábitos que nos mudariam para sempre iniciando uma transformação no organismo que nos tornaram os seres humanos que somos. 

-Definição:
Transferência de energia de uma fonte de calor para o alimento modificando as estruturas moleculares dos alimentos provocando mudança nos sabores, aromas, textura e aparência.


Os alimentos devem ser submetidos à cocção para melhorar o paladar, facilitar a ingestão e a digestão, destruir organismos e microrganismos nocivos tornando próprios para o consumo.

Os tipos de transferência de calor são radiação, convecção e condução.
Dentre essas formas de transferência de calor é possível transformar os cozimentos através de métodos de cozimentos diversos: pochê, mijotê, fervura, cozimento a vapor, fritar saltear, grelhar, gratinar, tostar, assar, ensopar, guisar, estufar/abafar e cozimento por microondas.

Transferência de calor.
O calor é uma fonte de energia. Quando uma substância recebe calor, as moléculas absorvem a energia e vibram chocando-se com as moléculas vizinhas transferindo calor para elas.
Quanto maior for o calor, maior a velocidade da vibração e o choque das moléculas vizinhas aumentando a transferência.
Sempre que houver diferença de calor no espaço entre dois pontos, haverá troca de calor do ponto de maior temperatura para o ponto de menor temperatura. 
O frio é a ausência de calor.

Princípios de troca de calor.
1-) Condução.
Ocorrem nos corpos sólidos, onde as moléculas estão muito próximas uma das outras. A que recebe calor conduz para a molécula vizinha que conduz para a vizinha, uma a uma, constantemente.
São classificadas em bom condutor e mau condutor.
Cobre, alumínio, titânio, prata, ouro são exemplos de bons condutores. Lembrando que o alumínio é um agente contaminador não recomendado para o uso na cocção.

Já o aço inox, ferro fundido, ágata, cerâmica, pedra sabão, barro e vidro são exemplos de maus condutores.
Os elementos que são bons condutores são péssimos em reter calor, esquentam rápido e esfriam rápido, e os elementos considerados maus condutores são ótimos em reter calor, porém demoram mais para aquecer.
Para superar a condição de mau condutor, as panelas de aço inox recomenda-se ter um fundo triplo onde a parte do meio seja feita de material bom condutor, cobre por exemplo. E as frigideiras cobertas de teflon que é bom condutor.

Materiais isolantes como isopor e amianto não são usados com utensílios.

O conhecimento da capacidade de condução de cada material utilizado permite a melhor escolha para o que vier a ser preparado. Em todas as técnicas de cocção a condução está presente porque é dessa forma que o calor percorre a amassa do alimento que está em cocção.
Deste modo o calor segue por condução até o interior do alimento vindo da parte exterior. A velocidade em que vai acontecer vai depender da temperatura com que a superfície do alimento é envolvida, do meio de transmissão do calor e também da capacidade específica de condução de cada alimento.

2-) Convecção.
Ocorre quando, em meio líquido ou líquido ao gasoso, recebe o aquecimento e as partículas de baixo ficam quentes trocando de lugar com as partículas de cima que estão mais frias (correntes de convecção) até o ponto de ebulição, quando se iguala toda a temperatura do meio. A variação de densidade entre as moléculas aquecidas criará fluxos de correntes de fluído aquecido, que na sua movimentação aquece todo o fluido e também os produtos que com eles tiverem contato. Conforme a velocidade destas correntes, a troca de calor se define em:
a-) Convecção natural (convencionais), forno doméstico por exemplo. Apenas a diferença de densidade do fluido é que vai determinar as movimentações das correntes mais aquecidas que irão se chocar com os alimentos. Motivo pelo qual se deve dourar o alimento mais rápido na prateleira de cima onde a temperatura é maior devido à constância de corrente.
b-) Convecção forçada. Onde a taxa de troca de calor é bem mais elevada do que a convecção natural. Aplica-se uma ventoinha no interior do forno permitindo mais cocções ao mesmo tempo e não altera os sabores, podendo colocar peixe e carne ao mesmo tempo para cocção.
c-) Convecção combinada. É a convecção forçada mais um indutor de vapor. O tipo de cocção mais eficiente e acelerada entre os três tipos. Mas por ser acelerada é possível uma desidratação do alimento. Motivo pelo qual se necessita a indução de vapor.

3-)Radiação.
Ao contrário dos outros não precisa do meio para acontecer, somente a diferença de temperatura.
Exemplo: forno a lenha, churrasqueira, microondas...
Ocorre pela propagação de rios ou ondas de calor que viajam no espaço sem a necessidade de um meio específico de propagação, não sendo necessário contato físico do alimento com a fonte de calor. Podem ser do tipo radiação por microondas (magnetron) e radiação por infravermelho (resistências elétricas, brasas, chamas e cerâmicas especiais).




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aula de Pizzaiolo.

Tenho três turmas formadas no curso de pizzaiolo em Irajá. Duas no ano passado e uma esse ano. Semana que vem começa uma turma nova.
A maior graça dessa turma é que todo mundo come pizza no final da aula. Come até desistir. As turmas normalmente são divididas em três grupos, e estes fazem o pré-preparo e o preparo de massas, pizzas (lógico), e também de pães e antepastos.

Essa é a turma do primeiro semestre de 2013.
Maria e os strombolis

Strombolli
Rosca de calabresa


Quatro queijos
Pizza de rúcula com tomate seco

Ingredientes frescos fazem a diferença.



Pizza de presunto com champignon.







É quase o Ronaldo Angelim.

















segunda-feira, 15 de julho de 2013

Onde Comprar Produtos Orientais?

Sempre tenho alunos me perguntando onde pode-se comprar produtos orientais e facas especiais para sushi e sashimi.
Fiz uma lista dos lugares mais importantes no Rio e em Niterói. Não sou patrocinado e nem ganho comissão por isso. É apenas para facilitar os interessados e eu que tenho que lembrar os lugares e endereços sempre que questionado.

No Rio de Janeiro:
- Mei-jo : 
Rua Marquês de Abrantes, 219. Flamengo. Tel: 25512824

-Kariyushi:
Rua Visconde de Pirajá, 111, loja H. Ipanema. Tel: 25227778

- Grão Integral: 
Rua das Laranjeiras, 43, loja 12, Laranjeiras. Tel: 22856739

-Casa Vitana:
Rua João Lira, 98, Leblon. Tel: 25405303

Rua Paissandú, 111, Flamengo. Tel: 25564545

Avenida das Américas, 3255, loja 181. Barra da Tijuca. 

-Casa Fuji:
Rua das Laranjeiras, 280, loja D. Laranjeiras. Tel: 22654894

-Jinlong:
Rua Conde de Bonfim, 519. Tijuca.

-Mei-Sim:
Rua Barão de Mesquita, 456, loja A, Tijuca.

Em Niterói:
-Tsuru Artigos Japoneses;
Icaraí, Niterói. Tel: 81917571.
(Vendas por telefone)

-Via Oriental:
Rua Marquês de Paraná, 298, loja 3, Niterói. viaorientalnaturais@gmail.com
Tel: 27179839/78657106

Para comprar facas: 
No Rio: 
Rei das Facas: Rua da Carioca,7, Centro do Rio.

Em Niterói:
Casa Andrade: Rua Barão do Amazonas, 417. Centro de Niterói. Tel: 26204089

Ou ainda: 
www.asiashop.com.br

www.cozinhajaponesa.com.br

Lojas Mundo Verde.

Sempre vale a pena pesquisar preços.

sábado, 25 de maio de 2013

Comunicado.

Aos interessados em aulas e eventos, estou saindo de férias. Tive a péssima surpresa do HD do meu computador ficar inutilizável. Logo não poderei leva-lo comigo. E estarei sem o telefone também.
Volto a responder comentários e e-mails a partir do dia 7 de junho.
Um abraço.
André Montani.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Aula de Pastas e Molhos.


Segunda Seção: Aula de Massas com Ovos e Molhos.

Existe uma série de documentários na TV chamada “Noodle Road”. Trata-se do curso histórico do macarrão ao longo da história da humanidade. Foi descoberto que os babilônios faziam seu próprio macarrão. A tigela de macarrão encontrada na escavação de um túmulo era tão velha que havia fossilizado. Em um raciocínio rápido, cheguei à conclusão que na época em que a tecnologia dos alimentos era rudimentar e o procedimento de preparo do trigo era bem primitivo, e, além disso, a moagem era feita através do choque de pedras, o macarrão deveria ser horroroso! Duro porque era 100% integral, escuro porque não havia métodos de conservação e a água era de poço e ainda cheio de pequenas pedras resultantes da moagem. Mas estava lá a imagem do macarrão de pedra. Interessante que mais de um milhar de anos depois o italiano Marco Pólo, levou o macarrão para a Itália. Mas levou da China. Comprovadamente o macarrão levou milhares de anos para dar meia volta ao mundo.
A adaptação do povo italiano ao macarrão foi tão intensa que logo seriam os maiores divulgadores da massa, incluindo receitas próprias.

A classificação das massas seguem os seguintes critérios: massas curtas, massas longas e massas recheadas. Todas com espessuras e tamanhos variáveis.

As massas curtas variam em formatos, mas variam pouco em tamanho. Elas têm o tamanho aproximado umas das outras, mas seus formatos mais conhecidos são o parafuso, a pena, a concha, a gravatinha e o tubinho. Massas com formatos côncavos ou ocos são as ideais para serem servidas com molhos que contenham pequenos pedaços como o molho bolonhês e o molho funghi. A ideia é que os pequenos pedaços sejam incorporados pela massa cozida e as recheiem. As outras massas são mais comumente com molhos lisos como bechamel e molho sugo.

As massas longas mais conhecidas são o spaghetti, a lasagna, o talharim. Existe outra infinidade de tipos também, de espessuras variadas e até furados.

E ainda as massas recheadas, como canelones, rondeles, raviólis, capelete, etc.

As massas são feitas a partir de sêmola de trigo e água.
As massas combinam praticamente com qualquer tipo de alimento e pode ser usada como entradas, saladas, prato principal e até sobremesa.
Fundamentalmente o preparo da massa é o mesmo para todos os tipos, mas a massa do tipo caseira é preparada com farinha de trigo comum e ovos, enquanto a massa industrializada é feita com farinha de trigo do tipo duro para poder aguentar a pressão das máquinas sem queimar. As máquinas industriais que fazem a massa são impressionantes. Discos de metal com furos de todo o tipo onde a massa é pressionada a passar por esses furos e finalmente cortadas para ganharem formas.
A massa pode ser servida temperada simplesmente, com azeite ou óleo, manteiga ou margarina ou com um molho da preferência.
Calcula-se aproximadamente 100gr a 150gr de massa por pessoa quando a massa é servida como prato principal servida com molho. A variação de peso da massa quando cozida pode dobrar ou triplicar, dependendo do tipo, em relação ao peso da massa crua.
O cozimento da massa deve ser AL dente, ou seja, semicrua no meio. As massas cruas se conservam indefinidamente, desde que não absorvam unidade. São preferíveis as massas 100% de sêmola de trigo duro para o cozimento AL dente.
A Pasta In Brodo é cozida por alguns minutos em caldo para compor sopas de massa.
Pasta Al Forno é o tipo de massa como a lasagna, onde cozinham no forno de forma suave.
Pasta Asciuta é servida apenas com manteiga e salpicada com parmesão, ou acompanhadas de um molho de carne, legumes, peixes ou frutos do mar.

Massa caseira:
Ingredientes:
1 kg farinha de trigo;
8 ovos;
100 ml de azeite;
Sal a gosto.
Modo de preparo.
Coloque a farinha em cima de uma mesa ou dentro de um recipiente e incorpore os demais ingredientes aos poucos. Sove a massa até ela chegar a uma consistência homogênea e lisa.
Deixe descansar por trinta minutos. Enrole em um filme plástico.

Após modelar, leve uma panela funda de água ao fogo. Aproximadamente 1 litro para cada 100gr de massa. Adicione sal e um pouco de óleo para que a massa não grude.
Deixe levantar fervura antes de colocar a massa e mantenha o fogo forte para que não deixe de ferver quando colocar a massa. Deixe cozinhar mexendo de vez em quando até que esteja cozida, porém consistente.
O melhor guia de para o tempo do cozimento é a experiência. A observação da textura e cor é importante porque não existe um tempo de cozimento comum para os tipos diferentes de massa. Vale observar também a embalagem e o tempo sugerido. Para talharim fresco aproximadamente 7 a 10 minutos, lasagnas frescas de 8 a 10 minutos.
Logo que a massa estiver cozida, escorra-a em uma peneira ou escorredor de macarrão. A massa deve ser servida imediatamente. A massa cozida estará obviamente quente ainda. E continuará cozinhando em sua própria umidade e temperatura. Caso não use a massa rapidamente, resfrie-a com água para interromper o cozimento.
Se sobrar massa cozida, misture-a com um pouco mais de óleo e guarde na geladeira em recipiente fechado. Na hora de usar, aqueça-a em uma panela com água fervente com manteiga ou margarina.



Molhos:
Bechamel.
Ingredientes:
1 litro de leite;
2 colheres de sopa de farinha de trigo;
1 colher de sopa de manteiga;
Sal e noz moscada.

Preparo:
Aqueça o leite até levantar fervura.
Aqueça a manteiga em uma panela até derreter. Acrescente a farinha de trigo e misture até ficar lisa. Junte o leite na panela da manteiga e farinha e mexa para que não fique bolinha de farinha. Deixe cozinhando até que engrosse.
OBS: O nome dado à mistura de manteiga derretida com farinha de trigo é ROUX. E ele pode ser claro para engrossar o molho branco ou pode ser mais escuro para engrossar molhos a base de caldo de carne. Para escurecer basta deixar mais tempo na panela quente antes de colocar o caldo de carne quente.

Tipos de molho a base de bechamel:

-Molho Alfredo: Molho bechamel, presunto e cebola cortados em julienne.
-Molho Parisiense: Fundo de manteiga com cebola cortada em julienne, presunto em julienne, frango desfiado, ervilha e creme de leite.
-Molho Gorgonzola: Bechamel e queijo gorgonzola.
-Molho 4 queijos: Fundo de alho, bechamel, parmesão, gorgonzola, provolone e mussarela.
-Molho Au Creme: ½ porção de molho branco, ½ porção de creme de leite fresco e vinho branco seco.
-Molho Au Gratin: ½ porção de molho branco, ½ porção de creme de leite fresco e parmesão.
-Molho de Cogumelos: fundo de cebola em Julianne, shitake em julienne, shimeji desfiado, vinho branco, bechamel, sal e pimenta do reino.



Sugo.
Ingredientes:
1 kilo de tomate;
2dentes de alho;
1cebola;                                            
Manjericão a gosto;
Sal e pimenta do reino.

Preparo:
Em uma panela, coloque os tomates cortados. Refogue-os até amolecerem e acrescente os demais ingredientes. Cozinhe em fogo baixo por uns trinta minutos com a tampa semifechada. Se precisar, coloque pouca água. Coe e despeja pela massa.

Tipos de molho a base de molho de tomate.
-Molho Bolonhesa: Fundo de alho e cebola, carne moída, molho de tomate, tomilho e vinho tinto.
-Molho Napolitano: Molho de tomate, orégano, manjericão e tomate concasèe.
-Molho Arabiata: Fundo de alho e cebola, molho de tomate e molho de pimenta.
-Molho Marinara: Molho de tomate, camarão e salsinha.
-Molho Putanesca: Molho de tomate, azeitona, salsinha, alcaparra, atum e aliche.
-Molho Choron: Molho de tomate, salsinha, manteiga e gemas de ovos.
-Molho Agridoce: molho de tomate, suco de laranja, açúcar, tabasco e maisena;
-Molho Presto.

Outros molhos para massa.
Molho Pesto: manjericão, cebola, alho, azeite, nozes e parmesão.

Molho Carbonara: Queijo parmesão, bacon, manteiga e gemas de ovos.


Lista de compras:
250gr de carne moída;
2 cebolas;
1 cabeça de alho;
Manjericão;
50gr de bacon;
2 ovos;
1 pacote de macarrão;
Salsa;
500 ml de azeite;
300gr de farinha de trigo;
200gr de manteiga;
100gr de parmesão;
50gr de nozes;
1 litro de leite,
50 Gr de presunto;
50gr de gorgonzola;
100gr de camarão.


Molhos: sugo, bechamel, bolonhesa, Alfredo, marinara, napolitano, gorgonzola, pesto, carbonara e presto.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aulas de Ovos.



Primeira Seção - Aula de Ovos.
Os ovos se compõem em quatro partes principais:
-Casca;
-Membrana da casca;
-Clara (albumina);
-Gema.

A cor da casca é uma característica genética e depende diretamente da raça da galinha. A cor da casca não influencia no sabor ou no valor nutricional. O tamanho varia de acordo com fatores hereditários e/ou a dieta consumida pelo animal.
Quanto mais ovos a galinha põe, mais fina será sua casca. Galinhas que põe ovos brancos são mais férteis, logo os ovos brancos serão mais finos que os marrons. Isso influencia também nos preço.
A casca é uma cobertura frágil e porosa. Através dos poros é possível que o ovo absorva odores, umidade e ar indesejáveis, fatores contaminantes. Após a postura, os ovos começam a formar dióxido de carbono que é liberado pelos poros. Isso aumenta a alcalinidade e diminuição de proteínas do ovo. Nessa troca, o ovo absorve ar que se acumula na parte de baixo, a parte mais redonda. Quanto maior for a bolsa de ar do ovo, menos fresco ele estará. Uma solução encontrada por aviários é a imersão em um tipo de óleo inodoro que veda os poros conservando os poros e deixando os ovos mais frescos por mais tempo. É fato que nem todo aviário se propõe a isso. Então antes de armazenar o ovo na geladeira é necessário limpar a casca. A forma ideal de limpar o ovo é com um pano levemente úmido. Se muito molhado ou com álcool, a casca irá absorver a umidade e acelerar o processo de envelhecimento do ovo. É importante que seja guardado limpo, pois quando é posto, pode ficar no mesmo chão onde se encontram as fezes do animal e pode ser contaminado com bactérias e provocar febre tifoide ou salmonela. A casca é ainda importante para a fortificação dos ossos das crianças, uma vez que é formada por cálcio. Após o uso do ovo, a casca pode ser lavada e levada ao forno para que não haja contaminação e processada em um liquidificador ou processador e misturada em cereais com caldo, como o feijão, para serem servidos aos pequenos. A casca ainda pode ser usada para amolar laminas de liquidificadores e processadores ligando-os e os deixando bater só a casca.

As membranas da casca são duas ou três camadas finas de fibras proteicas que servem como uma proteção extra contra mofos e bactérias.

Albumina, também conhecida como clara, constitui 2/3 do peso do ovo. As chalaças são duas cordas de albumina com natureza de membrana e em forma espiral que mantém a gema no lugar centralizando-a. A albumina começa a coagular a uma temperatura de 55°C a 60°C e coagula definitivamente a uma temperatura de 65°C. Quando processada in natura a uma alta velocidade, a albumina incorpora ar e emulsiona tornando-se quase sólida com uma cor muito branca, ao ponto de ser modelada. Desta forma é chamada de clara em neve e é usada como recheios ou coberturas principalmente de doces ou como suspiros e merengues. Com o passar do tempo, se não for coccionada, suas bolhas murcham e ela se torna líquida novamente. Para preservar a forma em neve, pode ser refrigerada ou congelada. Ainda in natura, quando desidratada em um forno a baixa temperatura, transforma-se em uma fina camada sólida que pode ser facilmente transformada em pó e usada como gelatina ou no complemento alimentar de atletas de alta performance.

A cor da gema varia de acordo com a dieta da galinha. Quando rica em trigo, irá gerar uma gema amarelo-pálida e quando rica em milho irá resultar em uma coloração amarelo escura. As proteínas começam a espessar a uma temperatura de 65°C e coagulam a 70°C.

Importante:
-Ao comprar ovos, certifique-se que suas cascas não estão quebradas ou rachadas.
- Dê preferência aos ovos que estão refrigerados. (não refrigerados se deterioram sete vezes mais rápidos)
- Quebre os ovos em um recipiente diferente antes de junta-los, assim caso haja um ovo impróprio para o consumo ele não contaminará os outros já quebrados.
- Não guarde ovos descascados por mais de 24 hs.
-É preferível utilizar os ovos à temperatura ambiente para bater. (eles irão aumentar mais rapidamente o volume).
- Lave as mãos antes e depois manuseá-los.

Receitas

Ovos cozidos.
Colocar uma panela com água para ferver.
Inserir delicadamente os ovos na água quente com a ajuda de uma escumadeira.
Ao colocar os ovos, a água irá parar de ferver momentaneamente, pois os ovos estarão a uma temperatura abaixo de 100°C.
Contar a partir do momento que a água voltar a ferver. Retire com a escumadeira e coloque em água fria para que possa pegá-los com a mão.
-Ovo quente: 2 a 3 minutos. Para servir, bata suavemente com as costas de uma faca na casca para que esta rache. Retire a tampinha.
-Ovo Mollet: 5 a 6 minutos. Retirar a casca. Ao pressionar, o ovo deverá estar flexível. A clara deverá estar coagulada e a gema cremosa.
-Ovo duro: 9 a 10 minutos. A clara e a gema deverão estar coaguladas.
-Ovo mijoté: colocar uma colher de vinagre branco na água e aquecê-la a uma temperatura entre 70°C e 80°C. Quebrar o ovo e cozinhar na água. O ponto de retirada será quando a clara estiver totalmente branca.
-Ovo escalfado ou poché: colocar uma colher de vinagre branco na água e aquecê-la a uma temperatura entre 80°C e 90°C. Pouco antes de ferver. Quebrar o ovo e cozinhar na água. O ponto de retirada será quando a clara estiver totalmente branca e envolvendo totalmente a gema. Pode-se usar a escumadeira para ajudar a cobrir a gema. A clara deverá estar coagulada e a gema cremosa.
-Ovo cocotte au creme: Untar uma forma de porcelana com manteiga e colocar o ovo delicadamente dentro sem partir a gema. Derramar creme de leite sobre o ovo. Levar ao forno baixo ou cozinhar em banho-maria por 5 ou 6 minutos. A clara ficará semicoagulada e a gema liquida.
- Ovos cozidos no prato: Untar um prato com manteiga e quebrar dois ovos. Colocar sobre o prato e lavar ao forno baixo ou banho-maria. O ponto será quando a clara deve ficar coagulada e as gemas liquidas.
-Ovo estalado ou estrelado: Derreter uma colher de sopa de manteiga em um frigideira e fritar dois ovos ao mesmo tempo sem quebrar as gemas. Retirar cuidadosamente.
-Omelete: Quebrar 3 ovos em um recipiente e misturar claras e gemas. Picar o recheio desejado e juntar aos ovos quebrados. Temperar a gosto. Aquecer uma colher de sopa de manteiga em uma frigideira e despejar os ovos com recheio nela. Movimentando a frigideira com o cabo, espelhar o recheio por todo o fundo da frigideira. As bordas secarão mais rápido que o meio. Ao constatar isso, dobre a omelete ao meio com a ajuda de uma espátula. Espere por aproximadamente um minuto e vire ao contrário. Após outro minuto, retire da frigideira.
-Ovos mexidos: Quebrar os ovos e levar a uma frigideira ou panela pré-aquecida com manteiga. Mexer sem parar para que a coagulação não seja desigual. Juntar creme de leite ou leite e manteiga para ficar com uma textura cremosa. Retirar do fogo.

-Suflê: ingredientes – 4 ovos; queijo e cebola; sal; creme de leite.
Separar as gemas das claras. Bater as claras em neve e reservar. Ralar o queijo e picar a cebola. Misturar os ingredientes com exceção da clara. Misturar o recheio com a clara delicadamente. Cuidado para não mexer demasiadamente para que as claras não liquefaçam e não cresçam no forno. Passar tudo para uma forma untada, com manteiga e farinha, até a altura de ¾ da forma. Levar ao forno alto por 15 minutos. Retirar do forno e servir imediatamente.

-Mousse de chocolate: ingredientes – 4 ovos; 200 ml de creme de leite; 400 gr de chocolate meio amargo; uma colher de sopa de manteiga; 200 gr de açúcar.
Separar as gemas das claras. Bater as claras em neve e reservar. Derreter o creme de leite, o chocolate, o açúcar e a manteiga em banho-maria. Depois de derretido, juntar as gemas quando ainda estiver quente. Deixar esfriar um pouco e misturar delicadamente a clara em neve. Passar para um recipiente e levar à geladeira por 3 hs.

Lista de compras
Creme de leite – 500ml
Chocolate meio amargo – 400gr
Manteiga – 200gr
Queijo parmesão – 100gr
Cebola – 1 unidade
Mozarela – 50gr
Presunto – 50 gr
Ovos – 24 unidades
Açúcar – 200gr
Sal.

Aula ministrada no SENAC de Niterói.

Omelete, omelete de clara, ovo frito, ovo poché e ovos cozidos. Essa aula aconteceu em dezembro de 2012 para a turma do Pronatec do SENAC.